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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Me sobraram...



Você está ai?
Pois é você que espero.
Todos os dias e noites.
Era o que eu esperava.


Seu caminhar lento em minha direção.
Parece que o tempo não queria nos deixar nos aproximar.
Queria você logo junto a mim.
Vejo seu rosto.


Sereno.
Nada me transmitia.
Mais perto.
Meu coração acelerou.


Você está ai?
Pois é você que espero.
Todos os dias e noites.
Era o que eu esperava.


Quase conseguia sentir seu cheiro.
Inebriante.
Quase conseguia escutar seus batimentos cardíacos.
Instigantes.


Meu largo sorriso.
Você um dia disse que era lindo.
Minhas bochechas coram só de lembrar.
E agora mais perto.


Você está ai?
Pois é você que espero.
Todos os dias e noites.
Era o que eu esperava.


Seus olhos nada me disseram.
Seus passos se desviaram.
Você passou por mim
E eu chorei.


Seus passos continuaram.
E eu parei.
Você não me reconheceu?
Se perdeu?


O que houve com o nosso amor?
O que houve com a gente?
Eu estava ali te esperando
E você apenas continuou.


Minhas lágrimas não te trariam de volta.
Meus desejos não te alcançariam.
Eu não pude olhar para trás.
Seria pior.


Você está ai?
Pois é você que espero.
Todos os dias e noites.
Era o que eu esperava.


Me sobraram as suas marcas na areia.
Pelos menos até o mar apagá-las.
Me sobraram...
As lembranças.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Oh, linda.




Os historiadores só poderiam estar errados.
Aquele fidalgo não podia estar falando de um lugar, Olinda.
Era tu que estava ali e eras linda.
Tua beleza ultrapassou o tempo.


Olho para ti e me encantas.
Nada mais me importa.
Tu me faz companhia todos os dias e noites.
Acanhada pela manhã e viva a noite.


Por quê te escondes?
Não vê que és minha companhia verdadeira?
De nada mais preciso, apenas de ti.
Minha amada.


O tempo parece não passar para ti.
Em quanto eu envelheço, teus traços são os mesmos.
Oh, linda.
É tu e não Olinda.


Que me importa o lugar?!
É tu que quero para mim.
É tu que quero ao meu lado.
O problema é a distância.


Maldita distância.
Tento te tocar e nada.
A gravidade me impede.
Oh, linda.


Não se vá.
Não me deixe.
Oh, linda.
Linda Lua.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Acabaram as estações


Onde estão as cores fortes da primavera?
Onde está o calor do verão?
Extinguiram-se com o tempo.
E eu achando que estariam sempre ali.

Onde estão as folhas secas do outono?
Onde está o vento gélido do inverno?
Extinguiram-se com o tempo.
E eu achando que mesmo assim estariam ali.

As estações se perderam.
A fantasia criada pela palavra se perdeu.
As metáforas da vida não fazem mais sentido.
Letras em uma caixa, jogadas.

Nada parece ser coerente.
Não importa o quanto me falam.
Sou agora as palavras dentro da caixa.
As estações que se extinguiram.

Quando as cores das flores da primavera farão sentido?
Quando o calor do verão aquecerá meu corpo?
Assim como o amor,
Tudo parece não haver sentido.

As folhas secas dos tempos difíceis.
Mesmo estas, eu as quero de volta.
O vento cortante do inverno.
Quero tudo novamente.

O amor que desacredito.
Palavras dentro desta caixa.
Não completam as frases ideais.
Toda a palavra escrita agora nada me diz.

Vejo palavras desconexas.
Frases errantes.
Como as estações.
O meio faz o homem.

Tudo parece se influenciar.
As estações perderam seu propósito.
E as palavras, em resposta,
Perderam seu significado.

Quando voltam as estações?
Quando as palavras desconexas
Voltarão a fazer sentido?
No meu mundo sem estações.

Acabaram as estações.
Acabaram as palavras.
Nada parece me restar.
Sou um corpo vazio.

Acabaram as estações.
Acabaram as palavras.
Minha alma perdida no nada.
Assim como as palavras perdidas nas estações errantes.

Onde minha alma vaga.
Por estações errantes.
Sobre um tapete de palavras sem sentido.
Sou.

Sou o que?
Quem sou?
Palavras.
Estações.

Minhas palavras não fazem mais sentido.
Só queria que minhas estações voltassem.
Que minhas palavras voltassem a fazer sentido.
Eu.
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...


Onde um ponto final termina a frase.
Onde um casal termina de conversar.
Onde um grupo de amigos termina a interação.
Eu estava ali na janela e nada dizia.

E eu achando que um ponto final terminaria minhas frases.
E eu achando que nada mais poderia me ajudar.
Na janela.
Adiante eu a vi.

Semelhante a mim.
Em um rápido momento achei que era um reflexo.
Um reflexo de minha imagem.
Foi onde eu a achei.

Incomunicável.
Um vão nos separava.
Tão perto,
Mas tão longe.

Onde achei que apenas o ponto final,
Este seria o símbolo de finalização.
Me restou os três pontos.
Reticências

Minha boca se abria,
Mas nada eu proferia.
Incomunicável.
Reticências

As lágrimas nos escorriam dos olhos.
O lamento agonizante,
Silencioso.
Reticências

Onde esteve você este tempo todo?
O lamento lhe era expressivo.
Mas apenas
Reticências

Como podia eu sentir algo assim?
Meu coração pulsa forte.
Seus olhos em desespero me fitando.
Reticências

Quebrem-me o silêncio.
Quebrem-me as correntes.
Prefiro um ponto final a estas
Reticências

A mensagem eterna nunca proferida.
A mensagem apenas do olhar.
Em um grito de lamento nunca escutado.
Abafado por...
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sabe aquela pessoa?


Sabe aquele garoto?
Aquele que não te ligou no dia seguinte?
Sabe aquela garota?
Aquela que conseguiu quebrar seu coração?

A garota esperou sua ligação,
Sentada em sua cama ou em seu sofá.
O garoto nunca se entregou,
Por isso são considerados insensíveis.

A garota se entregou
E no dia seguinte se sentiu usada.
O garoto conseguiu se abrir
E Ela conseguiu fechá-lo ainda mais.

A garota agora está ali,
Cabisbaixa.
O garoto agora está ali,
Desapontado.

Garota,
Levante a cabeça
Tente esquecer o passado.
Ele não era para você.

Garoto,
Levante a cabeça,
Tente esquecer o passado.
Apenas não se feche para outras oportunidades.

Apesar de tudo,
Todos ficam desacreditados.
Ela não acredita mais neles.
Ele não acredita mais no amor.

Viramos a vida de cabeça para baixo.
O dia virou noite.
Mas a vida é assim.
O amanhã ainda está por vir.

Garota,
Sabe o que você deveria fazer?
Pegue as memórias daquela noite e as lance no espaço.
No espaço o som não se propaga e você não escutará mais nada.

Garoto,
Sabe o que você deveria fazer?
Esqueça esta garota e não feche seu coração.
Um novo momento ainda pode aparecer e você tem que está disposto.

Se Ele não te ligou,
Coloque a melhor roupa e a melhor maquiagem.
Faça seus olhos brilharem, acompanhados do melhor sorriso.
Mostre que você é Mulher e Ele uma criança.

Se Ela quebrou seu coração,
Abuse do seu melhor sorriso, de seu entusiasmo.
Pegue alguém que você ame e que te ame de volta,
Faça Ela ficar com inveja da sua declaração.

O mundo é cheio de pessoas assim,
Que não se importam e querem só brincar.
Mas o que seria do mundo sem pessoas assim,
Que acreditassem no amor ou se entregassem acreditando?

Garota,
Acredite que tem uma pessoa ideal para você.
Garoto,
Acredite que o amor que você pode doar vai ter uma garota ideal.

A Idea perfeita,
O momento perfeito.
Vocês vão ver.
O mundo vai acabar cedendo.

Sabe aquela festa?
Aquela que todos vão?
Se preparem,
Vistam suas melhores roupas.

As luzes estão piscando freneticamente.
A garota ainda meio tímida.
O garoto ainda meio parado.
O que é isso gente, animem.

O mundo vai ser duro assim mesmo.
A vida não é fácil.
O parceiro ideal está ai.
Olhe para o lado.

Ela olhou para um lado.
Ele também.
O amor se fez.
Eu avisei.
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domingo, 13 de novembro de 2011

A lua



Quando eu olhei pela janela
Pude ver a lua.
Ela estava linda.
Enorme.

Um dia você me disse que
Em todos os lugares a lua seria a mesma
Assim como nosso amor.
Aquilo parecia tão certo.

Apenas parecia.
Quando foi que nos perdemos?
Quando a lua deixou de ser a mesma?
Só me restou a melodia triste da vida.

A lua ainda lá em cima.
As nuvens passando por ela.
Belas estrelas acompanhando.
Era um céu perfeito.

Quando nosso amor deixou de ser assim?
Acho que deixou de ser assim naquele momento
Do aceno de sua mão.
A despedida mais longa de minha vida.

Parece ser desespero de minha parte.
Mas atire a primeira pedra quem nunca sentiu isso.
Atire a primeira pedra quem nunca...
Quem nunca teve uma lua igual a de outra pessoa.

A melodia da vida continua.
Pelo menos por enquanto,
Ainda triste.
A melodia da vida.

E a lua ainda continua sendo a mesma.
As nuvens,
As estrelas.
O céu ainda perfeito.

Quando a lua deixou de ser igual para nós?
Parece que viramos as nuvens.
Que apenas passou.
Errante.

Parece que viramos as estrelas.
Apenas compondo o céu noturno.
Ali,
Figurantes.

Em minha vida
A lua estava em seu momento de eclipse.
Sem ter um brilho.
Será que voltará ao normal?

Ao encontrar novamente alguém.
Minha lua será igual a de outra.
Assim será.
Minha melodia triste da vida.

Minha melodia triste.
Ainda sim se tornará novamente,
Melodia feliz.
Uma lua igual a de outra.

É assim que deve ser.
Seja em minha vida as estrelas.
Em quanto possuo outra luz.
Minha lua igual a de outra.
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sábado, 5 de novembro de 2011

Neste dia comemoro


Um dia o sol nascerá
Será um belo dia
Levantarei com o despertar
E tenho certeza: comemorei.

Não consegue sentir a vibração?
Os raios do sol me alegram.
Me sinto leve como nunca antes.

Caminhando pelas ruas
Os pássaros cantam.
E junto com o vento
Eles formam a melhor música.

Não estou para encrencas.
Irritações.
Estou hoje para a felicidade.
Você pode vir comigo.

O dia nasceu lindo hoje.
Acompanhe o ritmo.
Não consegue sentir?
Me dê a mão que te guiarei.

As batidas.
O ritmo.
Tudo está perfeito.
E você comigo.

Foi o que eu esperava.
Depois da conquista.
Um momento bom.
Inigualável.

Sentimos que podemos tudo.
E você aqui comigo.
Não quero mais nada.
Vamos parar no tempo.

Os pássaros ainda cantam.
O vento acompanha.
E nós aqui.
Somos os astros.
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Deixe partir


Eu estava ali sentado.
Minhas lágrimas rolavam.
Era o momento mais triste de minha vida.
Eu segurava sua mão.

Sobre a areia da praia nós estávamos.
O vento batia em nossos rostos.
O sol se punha.
Aquele dia chegava ao fim.

Como eu queria que não tivesse chegado aquele dia.
Como eu amaldiçoava o tempo.
Mas você mantinha o rosto sereno.
Me olhava com ternura.

Minhas lágrimas rolavam
E eu não podia fazer nada.
Em sua mão eu segurava.
Não queria largar.

Seus olhos se fechavam lentamente.
Eu respirava aliviado quando finalmente você os abria.
Eu não aceitava,
Mesmo você já o tendo feito.

O mar parecia a extensão de minhas lágrimas.
Minha vontade era de partir com você.
O sol se punha.
Aquele dia chegava ao fim.

Como eu queria que não tivesse chegado aquele dia.
Como eu amaldiçoava o tempo.
Mas você mantinha o rosto sereno.
Me olhava com ternura.

Sim, você sempre foi mais forte do que eu.
Lembro como se fosse hoje:
Sua cabeça sobre meu ombro
Sua mão morna em meu rosto.

Eu tive mesmo que aceitar?
Tinha que deixar este amor partir?
Não podia acreditar no que estava acontecendo.
Você ali na cadeira.

As cobertas sobre o seu corpo.
Apesar do tempo não estar tão frio.
Seus olhos fundos.
Eu podia ver.

Como eu queria que não tivesse chegado aquele dia.
Como eu amaldiçoava o tempo.
Mas você mantinha o rosto sereno.
Me olhava com ternura.

Seus pais se abraçavam próximo ao mar.
Seus amigos cantarolavam suas músicas favoritas.
Seu cachorro apenas choramingava aos seus pés.
E eu ali, tendo que deixar você partir.

Lembro como se fosse hoje.
As músicas ainda estão vivas em minha memória.
Ao sentir sua cabeça escorregar de meu ombro.
Sabia que tinha chegado o momento.

Todos pareciam ter parado para você.
A única coisa que lembro daquele dia,
Neste momento específico,
Foi o som do mar.

Sobre seu próprio colo você caiu.
E agora te vejo ai.
Dentro deste móvel.
Imóvel.

Todos aqui sentirão sua falta.
Todos aqui te amaram.
Você foi tudo.
Para cada um de nós.

Nunca achei que este dia chegaria.
Nunca achei que estaria aqui.
A frente destas pessoas.
Com este discurso.

Nunca achei que teria que te deixar partir tão cedo.
Meu Amor.
Tenho que te deixar partir.
Uma despedida.

Não lhe digo adeus.
Nem um de nós.
Dizemos até logo.
Pois vamos te reencontrar.

Meu Amor,
Tive que te deixar partir.
Todos nós.
Você o quis.

Nós aceitamos
E continuamos a te amar,
Mas como você nos pediu:
Deixe partir.

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domingo, 23 de outubro de 2011

Olhe, você consegue sentir?


Olhe, você consegue sentir?
Sim, é o vento entre seus dedos.
Olhe, você consegue sentir?
Sim, são nossas vidas se esvaindo.

Começo a perceber que a vida é rara
E sentir sua cabeça sobre meu colo me conforta.
A chance de um futuro melhor.
Começo a perceber que a vida vale a pena.

Olhe, você consegue sentir?
Sim, são palavras imaginárias que um dia sonhei em dizer a você.
Olhe, você consegue sentir?
Sim, infelizmente elas nunca foram ditas.

A vida em um instante
E me arrependo apenas daquele dia.
As palavras que nunca foram ditas,
Mas seus olhos queriam me dizer algo.

Olhe, você consegue sentir?
Sim, eu estava certo.
Olhe, você consegue sentir?
Sim, você na verdade nunca esteve aqui.

A vida rara.
Um instante.
Foi como se você nunca estivesse ao meu lado.
Tenho apenas a ideia em meu imaginário.

Olhe, você consegue sentir?
Sim, isso é impossível para você.
Olhe, você consegue sentir?
Sim, o que não existe não sente.

E aquele instante em minha memória.
Aquele pequeno instante.
Nada foi,
Pois na verdade nunca existiu.

Olhe, você consegue sentir?
Sim, ao contrário de você eu consigo.
Olhe, você consegue sentir?
Sim, por isso existo.
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sábado, 22 de outubro de 2011

Quando eu parti



Quando eu parti você não fez nada
Parecia conformada
E eu não fiz nada
Desisti de você.

Quando eu parti você não fez nada
Parecia ter desistido também
E eu não fiz nada
Não queria me machucar mais.

Quando eu parti você não fez nada
Como você não pode fazer nada?
E eu não fiz nada
Você realmente queria que eu fizesse algo?

Quando eu parti você não fez nada
Meus passos me deixavam cada vez mais longe de você
E eu não fiz nada
Você apenas chorava.

Afinal de contas o que você queria?
O que você queria com aquelas lágrimas?
E eu não fiz nada
Apenas continuei a andar.

Afinal de contas o que você queria?
Suas lágrimas no final dessa história não significavam nada para mim
E eu não fiz nada
Era para ser assim?

Quando eu parti você não fez nada
Simplesmente me deixou ir
E eu não fiz nada
Não a encorajei a me pedir para ficar.

Quando eu parti você não fez nada
Apenas deixava suas lágrimas rolarem pelo seu rosto
E eu não fiz nada
Apenas deixei isso acontecer.

No final eu não tive mais forças
No final eu não aguentei o peso dessa relação
No final eu nada fiz
Quando eu parti você não fez nada.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A grama repleta de orvalho



O sol estava brilhando naquela manhã
E pelo campo eu andei sozinho.
Onde finalmente você estava quando acordei?
A grama ainda repleta de orvalho.

Meus péis descalços sobre a lama que se formou,
O cheiro de terra úmida me fez por um instante me esquecer de você,
Mas como uma força arrebatadora você me veio à mente.
Me doeu a cabeça.

E com as lágrimas que escorrem de meus olhos decidi:
Vou esquecer você.
Você não merece minhas lágrimas,
Em minhas lembraças você deve ser apenas um flash.

O sol estava brilhando naquela manhã
E pelo campo eu andei sozinho.
Onde finalmente você estava quando acordei?
A grama ainda repleta de orvalho.

As lembranças ainda enraizadas.
As lembranças ainda intactas.
Quero que se quebrem como um teto de vidro
E a nossa história se tornou como uma vida delicada de um infermo.

Agora, andando pelo campo sozinho, quero uma pedra.
Quero quebrar esse teto de vidro sobre nós.
O teto que um dia construimos, mas juramos que resistiria.
Ainda estou aqui, com a pedra em minhas mãos.

O sol estava brilhando naquela manhã
E pelo campo eu andei sozinho.
Onde finalmente você estava quando acordei?
A grama ainda repleta de orvalho.

Em um pequeno instante percebo sua presença na brisa.
Preciso te esquecer e é o que vou fazer.
A pedra atirada não volta.
Em um intante, um lance.

A decisão foi tomada.
A pedra foi lançada.
As lágrimas cessaram
E o teto se desfez.

A grama ainda repleta de orvalho.
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Marcação

 

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